terça-feira, 17 de junho de 2008

... Continuando a história do AB



Vamos deixar de lado meus peitos por que o assunto é mais sério.
Vamos falar do AB né, por que comecei e não terminei.

Minha paixão pelo AB tornou-se avassaladora eu fiquei completamente ensandecida por ele, claro que ele sabia, mas, não estava nem aí para minha pessoa, alias, ele se divertia muito com minhas trapalhadas, tanto que não perdia a oportunidade de me provocar , ficava me fazendo ciúmes só para poder me ver inchar igual a um sapo e perder a compostura . Gente eu ardia de ciúmes dele, eu ficava irritadíssima quando o via com outra menina. Certa vez eu vinha da escola e de longe avistei a garota por quem o AB se dizia apaixonado, eu ia de bicicleta e ela caminhava pelo acostamento, não contei conversa acelerei e puxei os cabelos dela, ele se estabacou no chão nem deu tempo de ver quem ou o que a derrubou, você deve estar pensando agora; COITADA DA MENININHA, eu te digo, coitada nada ela era maior que eu.
O que o AB pensava de tudo isso? É obvio que me achava ridícula, fazia questão de me chamar de crica, dizia para eu crescer e aparecer. Eu brigava até com minhas amigas por causa dele, se alguma delas ficasse de papinho com ele era motivo de briga. Eu era terrível. Eu sempre fazia uma maluquice para chamar a atenção do AB e ele nem tchum para mim.
De tanto ele me chamar de criança eu resolvi mudar a estratégia. Sempre na segunda semana do mês de agosto de agosto acontece uma Feira Agropecuária na cidade onde morávamos, e sempre há show’s com bandas sertanejas. Naquele ano de 1994 era a cantora Sula Miranda quem iria se apresentar, o show era aberto ao público de todas as idades, ou seja, eu estaria lá e o AB também. Para esse show fiz aquela produção, fiz minha mãe fazer um vestido justo e curto, estilo tubinho, para eu usar na festa, também insisti muito para que ela me comprasse um sapato com salto alto, a muito contra gosto ela fez o que eu quis. Nesse meio tempo uma das minhas amiguinhas, a Naná , resolveu seguir meu modelito, como a mãe dela era costureira fez um vestido igual ao meu , enquanto o meu era branco e de linho o da Nana era rosa shok e de seda , sei lá que tipo de tecido era aquele mas era do tipo brilhoso demais , como se diz hoje em dia “ brilhava mais que catarro em parede” , eu fiquei irada mas tudo bem. Resolvi então me arrumar na casa da Ju outra amiguinha minha, que alias era a que eu mais gostava por que era a única que não gostava muito do AB e sempre me dava altas dicas para me ajudar a conquistar ele, decidi sair da casa dela por que minha mãe jamais teria me deixado sair de casa parecendo uma palhaça. Comecei minha produção. Vestido, sapato alto, uma meia calça furada, cabelo preso num coque mal feito, batom vermelho e lápis verde nos olhos... (você deve estar imaginando a cena não é mesmo? Pode rir a vontade.) ... Saímos todos juntos para a tal festa, minha amiga Nana estava um tanto quanto engraçada, não quero aqui fazer comentários maldosos da minha amiga mas ela realmente estava ... deixa eu tentar explicar, ela era magrela muito mais magra do que eu , seu vestido subia e brilhava muito o que deixava as canelas dela bem maior do eram, ela não tinha muito peito, eu pelo menos tinha um limão e meio, cabelos soltos muito revoltosos, a verdade é que ela tinha mais cabelo que carne, estava com uma batom roxo. È isso não importava tanto. O que me deixou muito magoada é que apesar de todo o meu esforço o AB nem se quer olhou para mim ou me dirigiu uma palavra, passou o braço no ombro da Nana e repetia varias vezes que ela estava muito linda e que ela era uma menina muito legal e que gostava dela. Eu fiquei arrasada, chorei e tudo. Tive vontade de matar a Nana que a esta altura me olhava com um ar de vitória estampado na cara.
Passado esse episódio eu resolvi para de correr atrás do AB. Saia menos de casa evitava ficar perto dele na escola, foi terrível, afinal ele era meu grande amor. Mas o AB sentia falta das minhas tentativas de conquistar ele até que um dia ele foi a minha casa, eu estava na sala com a janela aberta ouvindo musica, ele ficou na janela fazendo psiu e eu o ignorei, até que ele falou:
___ È essa a menina que diz que me ama?
Eu permaneci calada até ele cansar e ir embora , mas quando ele saiu eu corri na janela e gritei :
___ Volta aqui agora! ___ ele disse que não, que eu era muito criança. Então peguei meu caderninho de versos e escrevi um para ele e fui deixar na casa dele. O versinho era assim;

“VOCÊ ME CHAMA DE CRIANÇA
CRIANÇA SEI QUE NÃO SOU
UM DIA VOCÊ VAI LEMBRAR
DA CRIANÇA QUE TE AMOU”

A noite daquele mesmo dia nós estávamos na casa de uma amiga em comum ouvindo musicas e batendo papo, ele pegou o versinho que eu havia escrito para ele e me devolveu, quando eu li ele havia rabiscado.

“AMA QUEM TE AMA”

Eu não contei conversa , partir para cima dele e disse:
___ Então ame a mim! Siga seu próprio conselho, ama quem te ama, eu!___ ele só fez rir e foi embora.
Nas férias de fim de ano eu fui passar uns dias em Belém na casa de uma tia, fiquei cerca de vinte dias, quando voltei ele me chamou para ir na casa dele a noite, eu fiquei radiante, chamei minha amiga Ju para ir comigo. Ao chegar lá ele estava ouvindo umas musicas do Elton John, ele gostava do gênero das musicas, me chamou para dançar e a Ju ficou lá rindo a toa. A Ju ficou tão eufórica que simplesmente me arrancou dos braços dele e ficou falando igual a uma louca: ___ você esta conseguindo! Você esta conseguindo. ___ nisso o AB me largou e disse:
___ vocês duas parecem sapatão!!!
Nossa como fiquei mal, quis morrer ali mesmo. Fui embora injuriada com a Ju . Claro que briguei com ela, fiquei de mal memso.
Passado mais alguns dias ele me chamou novamente, dessa vez pediu para eu ir sozinha, e eu fui. Os pais dele não estavam e ele estava sentado no sofá da sala com um lençol, a gente bateu um papinho, ele disse que gostava de mim, que já estava acostumado com meu jeito doido e que iria me dar uma chance. Nossa! vocês não imaginam como fiquei radiante de felicidade. Ele pegou o lençol e passou sobre nos dois, ficou tipo uma cabaninha, então ele me pediu um beijo ninguém ia nos ver, então eu fiz um biquinho e fiquei esperando o beijo, mas ele disse que não queria um beijinho simples, queria um beijo de língua. Eu pasmei na hora, e foi com muita tristeza que eu disse a ele:
___ Desculpe mas eu não posso te dar um beijo desses, eu posso ficar “GRAVIDA”.

È pode rir.
As mães tocavam o maior terror naquela época , faziam de tudo para evitar que as filhinas namorassem cedo de mais. O AB também riu de mim, e ficou zoando comigo por causa dessa historia durante muito tempo.
Bom gente! Eu adoraria dizer que minha historia com o AB teve um final feliz. Acontece que no mês de junho de 1995 meus pais resolveram voltar para o Nordeste eu tive que desistir do AMOR DA MINHA VIDA. Meu adeus poderia ter sido romântico mas não foi. Na noite em que eu estava partindo eu fui na casa dele dizer adeus, do jeito que ele estava no sofá da sala de costas para porta assistindo televisão ele respondeu tchal , nem se quer olhou para mim. Eu prefiro acreditar que ele não me olhou por que ficou com vergonha por causa da pomada minancora que ele estava usando no rosto para limpar as espinhas.
Durante muito tempo eu achei que não gostaria de mais ninguém, porém.... ainda tenho muita historia para contar.



Espero que vocês curtam esse causo “ a minha peleja com AB” e aguardem , pois virão mais historias por aí, as coisas só pioraram depois disso.
UM XERU NO SUVACO DE TODOS QUE ESTIVEREM LENDO.

3 comentários:

Unknown disse...

bixinha tu é d+!!!
mas fala ai,vc nunca mais falou com o AB? ahhhhhhhhh q pena...
já procurou ele no orkut?
mais uma vez adoooooooorei a postagem...
bjoooooo

Elso Pini disse...

Oi Bia..
Caramba...
Tô até ficando triste... hehehe
Está indo bem, tem que corrigir umas coisinhas só...
Vai escrevendo logo o resto...
Beijinho!

kaka disse...

menina essa da minancora foi demais kkkkkkkkkkkkkk
isso aconteceu mesmo?
kkkkkkkkkkkkkk