Depois que me despedi do AB no Pará, no ano de 1995,( eu então com 13 anos) , vim morar no nordeste, numa cidadezinha no interior do Rio Grande do Norte, vou chama-la aqui de Barca(nome fictício), uma cidade com características rurais, bem pacata. Muitos membros da minha família moram lá.
Até que a adaptação não foi difícil, mesmo não havendo muita água por lá... lá no Pará água tinha em toda esquina, a cidade que eu morava era cortada por rios e “igarapés” (braços pequenos de rios), água doce transparente...
Mas o lance da água em Barca era outro. Para começar torneira era algo inexistente. E para se ter água em casa , eu e minha querida mamãe andávamos cerca de um quilometro até o” Barreirinho”, o Barreirinho é uma espécie de lago minúsculo ou uma poça de água grande, eu creio que seja a segunda opção, acredito eu que o laguito recebeu este nome devido a sua água ser barrenta, ou seja, cor de lama. Mas essa água era só para lavar louça, limpar casa e tomar banho. O banho... Segundo meus conhecimentos o barro possui propriedades que fazem bem a pele, e por pensar assim nunca me importei de tomar banho e ficar cinzenta , de morena passei a ser cor cinza.
Havia também a “BICA” que era uma espécie de poço artesiano, cuja água era igualzinha a água do mar, SALGADA, mas era transparente eu diria até limpa, era uma água mais adequada para lavar roupas, louças também e banho, porém o que era difícil mesmo era conseguir fazer o sabão espumar.
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mas o melhor de tudo era a terapia que essa BICA proporcionava, era mais ou menos assim... uma espécie de caixa d’água bem grande com umas dez torneiras (biqueiras) sendo que apenas três funcionavam, alias , gotejavam. Imaginem aí vocês, eu e metade da cidade em uma fila longa de baixo de sol esperando pacientemente , de gota em gota encher os baldes para levar água pra casa.
Pense... Isso foi melhor quer praticar “YOGA” e foi a partir daí que passei a entender o significado da palavra paciência.
Vocês devem estar curiosos para saber de onde vinha a água para beber e cozinhar não é? Pois bem. Quem podia pagar, contratava os serviços dos donos de burrinhos de carga, eles traziam a água de um” açude”,(espécie de lago) a água desse açude era a mais indicada para este consumo . Era a poça d’água mais bonita que eu achava. Os patinhos nadando, os cachorros os perseguindo a nado, os burricos e o gado bebendo água em sua margem os meninos pequenos todos pulando e os homens brigando para eles pararem de “baldear a água”(levantar a lama do fundo do açude), era a água desse açude que nos servia para ingerir, água boa, água doce, água pura,,,, pense numa água boa era aquela. Bom mas como eu morria de pena dos burricos que , alem de carregarem quatro barris de água com cerca de vinte litros cada um nas costas, ainda levavam chibatadas. Eu ficava com tanta raiva que me imaginava uma deusa com poderes de fazer inverter as situações, eu faria o homem assumir o lugar do burrico, carregando os barris de água das costas e o burrico dando chibatadas no lombo do cabra e rinchando. Seria lindo, kkkkkkk.
Mas sou obrigada a me conformar, o importante é que eu nunca precisei explorar um burrico, eu mesma em companhia da minha mãe buscávamos água nesse bendito açude,. A gente andava uns três quilômetros para chegar lá, e não pense você que eu era molenga não, inspirada na força dos burricos eu carregava na cabeça uma lata de vinte litros , bem cedinho antes do sol aparecer, já que com sol quente ficava difícil esta tarefa. Vai ver também que foi por isso que “itangui”(não cresci) kkkkkkkkkkkk
Estacionei nos meus 155cm.
E não fique você aí pensando... coitadinha. Coitada nada eu me divertia muito nessas jornadas diárias, pena que só duraram seis meses.
Depois de passar por tudo isso, passei a valorizar muito a água. Adoro tomar banhos demorados no chuveiro , aquele montão de água boa jorrando, acho tão lindo, a coisa mais linda do mundo. Kkkkkkkkk. Pense como eu pago com gosto a conta de água.
Ô tempos bons que não voltam mais. Eu ainda vou a Barca, mas agora perdeu a graça, já tem água encanada, e os burricos? Só servem para atrapalhar o transito nas estradas.
..... O sistema de adutoras levou água para grande parte das cidades no nordeste, e a pequena Barça( nome fictício) foi beneficiada pela Adutora Monsehor Expedito, no governo Garibaldi Filho em 11 de agosto do ano 2000.
Gente , espero que vocês curtam mais esse episódio , não poderia falar de romances fracassados sem antes reviver minhas raízes já que foi lá que aconteceram mudanças que conduziram os novos rumos da minha vida,,,,
Me aguardem ainda preciso contar um causo que me aconteceu nesse período antes de falar no “SEGUNDO FRACASSO”
Xerim no suvaco de todo mundo....
Até que a adaptação não foi difícil, mesmo não havendo muita água por lá... lá no Pará água tinha em toda esquina, a cidade que eu morava era cortada por rios e “igarapés” (braços pequenos de rios), água doce transparente...
Mas o lance da água em Barca era outro. Para começar torneira era algo inexistente. E para se ter água em casa , eu e minha querida mamãe andávamos cerca de um quilometro até o” Barreirinho”, o Barreirinho é uma espécie de lago minúsculo ou uma poça de água grande, eu creio que seja a segunda opção, acredito eu que o laguito recebeu este nome devido a sua água ser barrenta, ou seja, cor de lama. Mas essa água era só para lavar louça, limpar casa e tomar banho. O banho... Segundo meus conhecimentos o barro possui propriedades que fazem bem a pele, e por pensar assim nunca me importei de tomar banho e ficar cinzenta , de morena passei a ser cor cinza.
Havia também a “BICA” que era uma espécie de poço artesiano, cuja água era igualzinha a água do mar, SALGADA, mas era transparente eu diria até limpa, era uma água mais adequada para lavar roupas, louças também e banho, porém o que era difícil mesmo era conseguir fazer o sabão espumar.
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Mas o melhor de tudo era a terapia que essa BICA proporcionava, era mais ou menos assim... uma espécie de caixa d’água bem grande com umas dez torneiras (biqueiras) sendo que apenas três funcionavam, alias , gotejavam. Imaginem aí vocês, eu e metade da cidade em uma fila longa de baixo de sol esperando pacientemente , de gota em gota encher os baldes para levar água pra casa.
Pense... Isso foi melhor quer praticar “YOGA” e foi a partir daí que passei a entender o significado da palavra paciência.
Vocês devem estar curiosos para saber de onde vinha a água para beber e cozinhar não é? Pois bem. Quem podia pagar, contratava os serviços dos donos de burrinhos de carga, eles traziam a água de um” açude”,(espécie de lago) a água desse açude era a mais indicada para este consumo . Era a poça d’água mais bonita que eu achava. Os patinhos nadando, os cachorros os perseguindo a nado, os burricos e o gado bebendo água em sua margem os meninos pequenos todos pulando e os homens brigando para eles pararem de “baldear a água”(levantar a lama do fundo do açude), era a água desse açude que nos servia para ingerir, água boa, água doce, água pura,,,, pense numa água boa era aquela. Bom mas como eu morria de pena dos burricos que , alem de carregarem quatro barris de água com cerca de vinte litros cada um nas costas, ainda levavam chibatadas. Eu ficava com tanta raiva que me imaginava uma deusa com poderes de fazer inverter as situações, eu faria o homem assumir o lugar do burrico, carregando os barris de água das costas e o burrico dando chibatadas no lombo do cabra e rinchando. Seria lindo, kkkkkkk.
Mas sou obrigada a me conformar, o importante é que eu nunca precisei explorar um burrico, eu mesma em companhia da minha mãe buscávamos água nesse bendito açude,. A gente andava uns três quilômetros para chegar lá, e não pense você que eu era molenga não, inspirada na força dos burricos eu carregava na cabeça uma lata de vinte litros , bem cedinho antes do sol aparecer, já que com sol quente ficava difícil esta tarefa. Vai ver também que foi por isso que “itangui”(não cresci) kkkkkkkkkkkk
Estacionei nos meus 155cm.
E não fique você aí pensando... coitadinha. Coitada nada eu me divertia muito nessas jornadas diárias, pena que só duraram seis meses.
Depois de passar por tudo isso, passei a valorizar muito a água. Adoro tomar banhos demorados no chuveiro , aquele montão de água boa jorrando, acho tão lindo, a coisa mais linda do mundo. Kkkkkkkkk. Pense como eu pago com gosto a conta de água.
Ô tempos bons que não voltam mais. Eu ainda vou a Barca, mas agora perdeu a graça, já tem água encanada, e os burricos? Só servem para atrapalhar o transito nas estradas.
..... O sistema de adutoras levou água para grande parte das cidades no nordeste, e a pequena Barça( nome fictício) foi beneficiada pela Adutora Monsehor Expedito, no governo Garibaldi Filho em 11 de agosto do ano 2000.
Gente , espero que vocês curtam mais esse episódio , não poderia falar de romances fracassados sem antes reviver minhas raízes já que foi lá que aconteceram mudanças que conduziram os novos rumos da minha vida,,,,
Me aguardem ainda preciso contar um causo que me aconteceu nesse período antes de falar no “SEGUNDO FRACASSO”
Xerim no suvaco de todo mundo....

2 comentários:
menina adoreiiiiii.... esta postagem. so num faltei morrer de rir......... me lembrando deste passado tragico, me lembrando que compartilho destte passado com vc... voltei no tempo kkkkkkkkkkk ainda bem que passou...
ei diz ai ....... num vai continuar as histotinhas nao...kkkkkkkkkkkk
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